24 de ago. de 2010

Todas as marcas estão na rede, independentemente de quererem ou não

O assunto foi levantado no 1º Seminário sobre Redes Sociais, realizado na noite desta quinta-feira (19), em auditório lotado na ESPM, em São Paulo

Tiago Ritter, sócio-fundador da W3Haus, levou um ponto de vista interessante para apresentar no 1º Seminário sobre Redes Sociais, realizado pelo propmark e PS Carneiro Eventos na noite da última quinta-feira (19), na ESPM, em São Paulo. De acordo com o especialista em comunicação digital, todas as marcas já estão nas redes sociais, independente de serem ativas ou não. “Quando um cliente pergunta para nós se deve ou não entrar nas redes sociais, tentamos explicar que ele não tem opção, porque todas as marcas já estão dentro. Está todo mundo falando”, comentou Ritter.

Para o publicitário, entre as ações mais importantes sobre como uma marca deve agir nas redes sociais estão o monitoramento, acompanhamento do que as pessoas falam e respostas  constantes ao consumidor. O segundo passo seria a criação de relacionamento  e formação de seguidores, verdadeiros embaixadores da marca. E por fim, a oferta de serviços uteis na rede.

Gustavo Donda, diretor de planejamento do GrupoTV1, enfatizou que na internet as marcas têm de ir atrás da audiência, diferentemente de outros meios tradicionais como TV e rádio onde você compra ela. Ele também ressaltou a importância do planejamento, continuidade e consistência das ações e mensuração.
 
“Redes sociais é um caminho sem volta. Por isso é preciso escolher bem os canais, elaborar pautas com antecedência e respeitar premissas como aderência, continuidade e consistência. Não dá só para fazer uma campanha e ir embora. Lembre que as marcas estão montando um canal de televisão na web”, falou Donda. Segundo ele, outra forma de gerar relacionamento nas redes é investir em conteúdo de marca. “Toda empresa tem algo para falar. Redes sociais são notícia o tempo todo porque fazem parte da vida das pessoas”, destacou o publicitário.

Já Gil Giardelli, co-fundador da Gaia Creative, abordou o aspecto emocional e sobre como a rede está mudando o comportamento das pessoas. Para ele, as pessoas estão na rede para se divertir, produzir conteúdo e também disseminar a bondade. “Se não fosse assim, por que as pessoas teriam gastado até agora 100 milhões de horas para editar a Wikipedia? As redes mudaram o que fazemos e o modo como pensamos. A ciência já provou que a internet mudou o nosso cérebro. A sensação de contribuição para um mundo melhor nos deixa mas feliz”.

O 1º Seminário sobre Redes Sociais, que lotou o auditório da ESPM, também contou com a palestra de Aleksandar Mandic, da Mandic Internet, que apresentou o case “ 1º candidato 100% online”. 


por Kelly Dores

23 de ago. de 2010

Fusão entre Itaú e Unibanco é aprovada pelo Cade

Operação foi aprovada sem nenhuma restrição

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou durante reunião nesta quarta-feira (18) a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco. O negócio foi anunciado em novembro de 2008. De acordo com informações do conselho, o órgão aprovou a operação sem impor nenhuma restrição.

Com a união das instituições financeiras, há concentração superior a 20% em alguns dos mercados relevantes analisados: cartão de crédito, financiamento para aquisição de veículos e habitação, empréstimo em moeda estrangeira, seguros e previdência privada.


Com informações da Agência Estado

Coca-Cola, Vivo e LG são destaque na internet no 2º trimestre

IAB Brasil premia empresas como as maiores anunciantes do período

O IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) elegeu Coca-Cola, Vivo e LG como os maiores anunciantes do mercado digital durante o segundo trimestre de 2010. A escolha, feita por meio dos comitês de trabalho da entidade, leva em consideração o investimento das marcas em internet, baseados nos números do Ibope Monitor, e também a excelência na utilização das mídias interativas.

“O IAB Brasil vem se empenhando cada vez mais em crescer o mercado de mídia interativa, olhando o meio como uma plataforma de comunicação e negócios. Essa premiação da entidade visa reconhecer as marcas que já incorporaram os meios digitais como protagonistas no seu mix de comunicação e não simplesmente como um apêndice”, explica Marcelo Prais, vice-presidente de agência do IAB Brasil.


A Coca-Cola foi destacada no mês de abril, Vivo em maio e LG em junho. Criada no início deste ano, a homenagem foi direcionada, no primeiro trimestre, as empresas Samsung, Nokia e Unilever.

Agência Scama cria anúncio para McDia Feliz

Peças serão veiculadas dentro do condomínio Downtown


O Downtown apadrinhou o McDonalds local, ajudando a divulgar o McDia Feliz. A Agência Scama criou um anúncio para o condomínio que chama as pessoas para comprarem antecipadamente os tickets para os Bic Macs.  

O McDia Feliz é a maior campanha do País no combate ao câncer infanto-juvenil, além de ser o principal evento comunitário do Sistema McDonald’s no Brasil. 

A edição 2010 do McDia Feliz será realizada em 28 de agosto e o lucro com a venda dos Bic Macs será revertido para instituições que cuidam de crianças e adolescentes com câncer.

22 de ago. de 2010

Gillette renova patrocínio da Seleção Brasileira de Futebol

Novo contrato é válido até 2014; anunciante poderá explorar status em campanhas

A Gillette renovou seu contrato de patrocínio à Seleção Brasileira de Futebol até 2014. Além do time masculino, a parceria também contempla as seleções sub-23, sub-20, sub-17 e feminina.

A marca poderá usar o titulo de “Patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de Futebol”, utilizar imagens de jogadores, exibir seu logo em placas de campo e realizar ações promocionais explorando a marca da Seleção.


por Cristiane Marsola

P&G faz maior investimento no Brasil em 10 anos e lança três novas marcas

Olay, Head & Shoulders e Naturella são as apostas da empresa para continuar crescendo

 
 A Procter & Gamble não fala em números, mas está fazendo o maior investimento da última década no Brasil ao lançar três marcas no país, depois de 11 anos da introdução da última linha de produtos e cinco verões após a compra de Gillette. A gigante mundial traz para o país, ao mesmo tempo, a marca Olay, de produtos para cuidados com a pele, Naturella, um absorvente, e Head & Shoulders, linha de shampoo e condicionador anti caspa.

Desde que lançou Ariel por aqui, a Procter & Gamble investiu apenas em extensões de linha e de marca, como a introdução do creme dental Oral B e o recente lançamento do desodorante Gillette. Mas por que levou tanto tempo para a P&G ingressar em novos segmentos? “Há critérios para se lançar novas marcas, o momento econômico do Brasil é propício e há muitas oportunidades de mercado no país”, responde Tarek Farahat, Presidente da Procter & Gamble no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Com presença em 180 países, o Brasil está entre os 15 maiores mercados da Procter & Gamble no mundo e é uma das prioridades de investimento. Apenas em produção, foram gastos R$ 100 milhões no último ano. Aqui, ao contrário de outros países, as mulheres lavam o cabelo todo dia. Mas ainda há muito que crescer. Enquanto nos Estados Unidos o gasto médio por pessoa com beleza é de R$ 200,00, aqui, este número não passa de R$ 12,00 por ano.


 Foco na Classe C

Das cerca de 300 marcas que a Procter & Gamble tem no mundo, apenas 26 estão no Brasil. A meta, por enquanto, é fazer com que todos os brasileiros comprem um de seus produtos, seja Duracell, Gillette, Pampers, Pantene, Always ou Pringles. Hoje, a companhia calcula que vende para 125 milhões e quer chegar a 200 milhões em 2015. O foco vai desde bebês até idosos, de todas as classes, mas boa parte destes consumidores está na baixa renda. “Um dos objetivos do nosso negócio é a classe C, pois é um país inteiro comprando”, aponta Farahat.

Por isso, o lançamento de Olay. “O foco de Olay é na classe C”, afirma o Presidente da Procter & Gamble no Brasil, ressaltando que as cinco linhas destinadas aos cuidados diários da pele vão competir com Avon e Natura. A diferença é a venda no varejo. Este canal, inclusive, tem atenção especial neste momento da companhia. Durante uma semana, a P&G montou um grande evento destacando cada uma de suas marcas e mostrando como destacá-las melhor no ponto-de-venda para vender mais.


Mais de mil varejistas, desde grandes nomes como Walmart, até pequenas redes de farmácias, puderam conhecer melhor cada produto e ver como uma simples organização diferenciada de gôndola de Gillette pode aumentar as vendas em 7%. Para lançar os produtos Olay, uma tela touch screen com um programa que traça o perfil da consumidora e indica as linhas mais adequadas será instalada em farmácias. “Uma das peças principais do nosso investimento está no ponto-de-venda”, aponta Juliana Azevedo Schahin, Diretora de Marketing da P&G.


 Conhecimento do consumidor

Segundo a empresa, Olay é a marca líder de cremes faciais nos Estados Unidos e na Europa e utilizada por mais de 77 milhões de mulheres em todo o mundo. “Teremos o apelo para a classe C por estar no varejo, mas há o creme antiidade que custará R$ 70,00 e alcançará a classe B também”, aponta Juliana, ressaltando que a empresa não trabalha com foco nesta segmentação, uma vez que seus produtos, mesmo os mais premiuns, são consumidos por todas as classes. “A fralda noturna de Pampers, a mais cara da linha, é mais vendida na baixa renda, porque o bebê dorme com os pais na mesma cama e não pode molhar o colchão”, explica em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ao conhecer o consumidor neste nível, fica mais fácil lançar marcas como o absorvente Naturella. Enquanto Always oferece máxima proteção e absorção, o novo produto age também na prevenção de irritação associada à menstruação. É o famoso dois em um que a baixa renda tanto gosta. É o mesmo conceito de Head & Shoulders, que promete eliminar a caspa visível na primeira lavagem e garante cabelos hidratados da raíz às pontas.


Os produtos da linha P&G Beauty, com mais de 100 marcas em quase 130 países, foram responsáveis por vendas de US$ 28 bilhões no ano fiscal 2007/08, de acordo com pesquisas. Com 19 centros de desenvolvimento e pesquisa ao redor do mundo e mais de nove mil cientistas investindo em novas tecnologias, os produtos Olay utilizam ingredientes que prometem mudar o aspecto da pele das consumidoras. Tudo isso para manter o crescimento de dois dígitos que a Procter & Gamble vem obtendo no Brasil nos últimos anos.

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

Banda Restart licencia marca

Meninos do grupo estamparão capas de caderno e embalagens de chicletes

A Banda Restart licencia sua marca com a expectativa de faturar R$ 40 milhões em vendas no varejo. Em um mês de ação, o grupo de “happy rock” fechou contratos com a Ecológica Papéis - para uma linha de cadernos, pastas, fichário e bloco de anotações - e com a Riclan, que lançará chicletes. A Editora OnLine também trabalhará com a banda para a confecção de duas revistas, álbum de figurinhas e cards estampados com as imagens dos músicos. Já as empresas Playphone e Pmovil fornecerão conteúdo para celulares sobre o Restart.
 
  

18 de ago. de 2010

Redecard X Cielo: concorrência guiada pelo Marketing -Continuação

 Branding com ajuda olímpica

A mudança de nome de qualquer empresa requer um trabalho cuidadoso de branding. A ex-Visa Net anunciou a mudança de nome para Cielo em novembro de 2009. Coincidentemente após um período em que o nadador brasileiro Cesar Cielo foi manchete de jornais, portais e rádios de todo o país durante os jogos olímpicos de 2008, sem falar do Pan Americano no Rio de Janeiro, em 2007. A comparação com o nadador brasileiro foi inevitável. Tanto que a companhia usou o atleta em uma peça publicitária para a TV.

A telinha é a principal ferramenta da Cielo para comunicar aos clientes o diferencial de sua rede de alta performance. A companhia garante atender até 1,8 mil operações por segundo e se diz preparada para o atual cenário do mercado de credenciadoras. “Estamos totalmente preparados para operar no cenário multibandeira e somos a melhor opção ao varejo. Temos a certeza de que cumprimos o que prometemos: não deixar o lojista na mão”, afirma o Presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, ao Mundo do Marketing.

Para ganhar mercado e a confiança dos varejistas, a Cielo desenvolve um trabalho de relacionamento com cerca de 1,7 milhão de estabelecimentos credenciados com a empresa em todo o país. “O nosso negócio depende do sucesso de nossos clientes. Temos a presença física de assessores comerciais em todas as regiões do país para atender às necessidades deles, desenvolvendo ações promocionais, de relacionamento, de capacitação e de fidelização com o lojista”, conta Dias.

 Crescimento à vista

O cenário que as credenciadoras encontram no Brasil é próspero. O mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos tem muito potencial de crescimento graças à recuperação da economia e a melhores condições de crédito ao consumidor. Este fato deve aumentar o volume de transações feitas com cartões no Brasil, o que pode contrabalancear a possível perda de participação das credenciadoras com a abertura de bandeiras.

“As empresas do setor diversificarão a sua atuação. A Cielo continuará focando na captação de novos clientes e lançamento de produtos e serviços exclusivos, como o Correspondente Bancário, o POS Comunitário, o Saque Aqui, o Agrocard, entre outros”, aponta Dias (foto). Assim como a Cielo, a Redecard atinge primeiro o varejista para que ele atraia o consumidor. Mas, a tarefa não é fácil.

Além de publicidade, o plano de Marketing da Redecard está presente em mídia impressa em veículos específicos do setor. “Temos trabalhado ações de patrocínios culturais em 2010, além de comunicação direta com nossos clientes”, conta a Diretora de Marketing da Redecard. Outra forma de fazer compras com cartões é pela plataforma mobile, que engloba um público ainda mais diferenciado. “Temos mais de 11 mil clientes operando com a  solução mobile. São taxistas, vendedoras de porta a porta, médicos, dentistas, profissionais liberais, todos que precisam de mobilidade. Algumas empresas já oferecem a solução mobile para fazer entrega”, completa Claudia Leite.

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

17 de ago. de 2010

Redecard X Cielo: concorrência guiada pelo Marketing

Credenciadoras entram na mídia de massa e fazem Marketing agressivo

Uma máquina que se transforma em cachorro e outra que leva o nome do maior atleta da natação brasileira atualmente. O mercado de cartões de crédito e débito vive a maior “guerra” entre as principais operadoras: Redecard e Cielo. Desde julho deste ano, as credenciadoras operam todas as bandeiras do mercado, fazendo com que a concorrência entre elas aumente a cada dia.

A Cielo obrigatoriamente teve que investir R$ 36 milhões em Marketing após a mudança de nome da companhia – antes se chamava Visa Net. Se comparado ao primeiro trimestre de 2010, houve um aumento de 67,2% no investimento e boa parte dele foi destinada para a mídia de massa, a fim de atingir grande parte dos 98% de presença que a Cielo desfruta no Brasil.

A proposta da Redecard também foi levar a empresa para a TV. De forma mais bem-humorada, a companhia criou uma animação em que a máquina se transforma em um cachorro, o que atrai a atenção do consumidor. De carona nas mudanças no mercado de cartões a partir de julho, a Redecard percebeu a oportunidade de explicar ao público os benefícios da contratação de seu serviço pelos varejistas.

 Cachorro aquece a relação

O perfil de varejista da Redecard é todo o comércio que queira gerar conveniência e capturar vendas por cartões, não importa o tamanho, o lugar ou os produtos que estão à venda. “Até chegar ao pequeno varejo fizemos um investimento que começou no ano passado com mídia de massa. Não havia discurso no mercado, mas hoje oferecemos promoções como a Maquininha Premiada, além de ações de Trade Marketing para gerar mais negócios para o nosso cliente”, diz Claudia Leite, Diretora de Marketing da Redecard, em entrevista ao site Mundo do Marketing.

A Redecard está pronta para atender cada necessidade dos varejistas. Com a expansão de novos mercados, a companhia desenvolveu  soluções de negociação para qualquer modelo, até pelo celular, o que reforça a presença e a atuação da companhia em 100% do varejo nacional.

Apesar de sensibilizar a maioria dos telespectadores, o lançamento do “cachorro-máquina” teve como objetivo aquecer a relação com o lojista. “O cachorrinho é um mecanismo que atinge indiretamente todos os portadores de cartões. Isto atrai as pessoas a querer entender o que é a Redecard”, explica Claudia.

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16 de ago. de 2010

Kotler sugere marketing contra a pobreza

Autor lança livro sobre aspectos que são ignorados por aqueles que tentam reverter quadro mundial

Vender um comportamento mais saudável e seguro para o público-alvo, composto por cerca de 3 bilhões de pobres do mundo todo, é o desafio proposto pelo marketing social, tema do novo livro de Philip Kotler,  professor emérito  da cátedra S. C. Johnson de marketing internacional na Kellogg School of Management, coescrito com a professora da Universidade de Seatle e presidente da Social Marketing Services, Nancy Lee.

“Marketing contra a pobreza”, que está sendo lançado no Brasil pela Bookman, é o quinto livro que a dupla escreve em parceria e mostra como usar os princípios do marketing, utilizado diariamente nas empresas privadas para alavancar as vendas de produtos e fortalecer as marcas, para convencer as pessoas que estão em situação de pobreza a realizar uma mudança comportamental. “Nós não falamos sobre erradicar a pobreza, mas em reduzi-la o máximo possível. E a guerra contra a pobreza requer muitas ferramentas além do marketing social, como os avanços da medicina, o favorável desenvolvimento econômico, melhores métodos educacionais e clínicas de saúde, assim por diante”, falou Kotler, considerado o papa do marketing.


De acordo com o Banco Mundial, em 2005 mais de 1,4 bilhão de pessoas viviam na extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia. Na pobreza moderada, ou seja, renda diária de US$ 1,26 a US$ 2, eram mais 1,6 bilhão. 90% da população nessas situações está concentrada em três regiões: África Subsaariana, leste e sul da Ásia. A Índia tem 41,01% das pessoas com renda de até US$ 1 por dia e a China concentra outros 22,12%. O livro destaca alguns aspectos sobre a pobreza que são ignorados muitas vezes por aqueles que tentam reverter o quadro, como, por exemplo, o fato de que os pobres são um grupo heterogêneo, com gostos e necessidades diferentes.


É impossível negar que alguma atitude precisa ser tomada para que o quadro seja revertido o quanto antes, mas também não se pode deixar de reconhecer que muito já se tentou. O custo da pobreza é muito maior do que o valor que seria gasto pra resolvê-la. “Não apenas cada pessoa e família pobre sofrem, mas também a sociedade sofre por perder as contribuições potenciais que essas pessoas teriam se alcançassem a classe média. O custo é ainda maior já que alguns dos pobres se viram para o crime apenas para sobreviver. Ninguém pode descobrir definitivamente o custo para tirar as pessoas da pobreza, mas minha opinião é de que o dinheiro gasto para reduzir a pobreza é melhor gasto. Até os negócios lucram quando há menos pobres, porque mais dinheiro fica disponível para ser gasto em seus produtos”, explicou o autor.


A obra apresenta algumas iniciativas que já foram feitas pelo mundo. Entre elas, a Red Campaign, um projeto de marketing de causa pelo qual empresas destinam parte do valor ganho com um produto específico para o Fundo Global. “O marketing de causa é uma das maneiras das companhias levantarem dinheiro por uma boa causa e ganharem algo para elas próprias. Suponha que uma fabricante de sopas anuncie que vai dar aos pobres um centavo por dólar gasto em sua marca de sopa. O pobre vai ganhar e a companhia vai vender mais”, explicou Kotler.


Lee e Kotler criaram um plano de marketing social em dez passos que pode ser adaptado à realidade do local e ser seguido por qualquer entidade em todo o mundo. O passo a passo da estratégia é  ilustrado com um caso de combate à tuberculose no Peru. Com o marketing social, a incidência da doença teve redução de cerca de 7% ao ano de 1990 a 2000.


Para Kotler, os países deveriam dar atenção a duas principais frentes para reduzir a pobreza. “Há duas prioridades. Construir mais escolas e especialmente escolas técnicas que deem reais habilidades úteis para os estudantes. Construir mais clínicas de saúde que não apenas ofereçam tratamento, mas que também eduquem os pobres sobre modos de vida mais saudáveis e seguros”, falou. O professor estará no Brasil em novembro para dar uma palestra sobre marketing 3.0 na HSM Expo Management.

por Cristiane Marsola de PropMark

15 de ago. de 2010

McDonald's estreia novo formato de comunicação

Marca é a primeira a aparecer nos "handles", apoios de mão para passageiros que viajam em pé em ônibus de São Paulo

Os usuários de transportes públicos estão experimentando uma nova forma de comunicação. São os handles, apoios de mão para passageiros que viajam em pé. O McDonald's é a primeira marca que aparece nas peças de acrílico instaladas em 350 ônibus que circulam por São Paulo. O anúncio escolhido para o mês de agosto é a Plafatorma Pequenos Preços, que oferece o Quarterão com Queijo a R$ 5 e mais cinco opções do cardápio a R$ 3.

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Internauta cai na rede da Schin

Promoção da linha de refrigerantes premiará mais de 7 mil participantes por meio da internet


Até hoje, ter uma rede de amigos conectados à internet proporcionava a troca de informações, o bate papo e a paquera, entre outras facilidades. Mas, a partir deste mês, essas amizades passam a valer uma casa com um carro na garagem e milhares de prêmios.  

Maior investimento da linha Schin Refrigerantes para o ano, a promoção “Schin Caiu na Rede” inaugura uma nova forma de fazer promoção via rede social no Brasil e premiará 7 mil consumidores em todo o País.  

A partir de 10 de agosto, quem comprar qualquer produto da linha de Schin Refrigerantes ou de Mini Schin com a tampa amarela ou rótulo promocional, poderá participar desta ação. Toda a mecânica será concentrada no portal, desenvolvido pela Grafikonstruct.. 

As tampas e lacres dos produtos trarão um código que deverá ser cadastrado no site. Cada código equivale a um número da sorte para concorrer aos prêmios. A partir daí, o participante tem a oportunidade de convidar 20 amigos para se cadastrarem e concorrerem a prêmios. Para cada convite, um novo código deverá ser cadastrado. Os amigos, por sua vez, poderão convidar outras 20 pessoas e assim por diante, criando redes em todo o Brasil. 

O ganhador premiará todos os que fazem parte de sua trama de amigos. Os primeiros amigos (os 20 convidados) indicados levam uma TV 42 polegadas. Os outros 20 amigos de cada um deles recebem um cartão de compras no valor de R$ 400 e os demais 20 amigos de cada um desses amigos ganham assinaturas de revistas. No total, são mais de 300 vale-compras e 7 mil assinaturas. 

A Mood é a responsável pela criação, mecânica e desenvolvimento operacional da promoção. Além disso, a agência desenvolveu toda a campanha publicitária da ação, que prevê filme exclusivo para TV, anúncio para revista, banners interativos para internet e materiais diversos para os pontos-de-venda.
A promoção “Schin caiu na rede” acontece até 10 de novembro. 

iG lança desafio para publicitários

Game criado pela Giovanni+Draftfcb premiará vencedores com cinco MacBooks Pro

A Giovanni+DraftFCB criou para o portal iG uma estratégia de relacionamento com o mercado publicitário: um game, desenvolvido em Unity 3D - exclusivo para o Facebook em parceria com a Jynx. 

Para convocar o maior número de jogadores possível, foi lançado o seguinte desafio: “quais profissionais de agência de publicidade serão capazes de levar para casa cinco MacBooks Pro?”. O concurso será divulgado através de uma série de iniciativas, online e offline, junto às agências.  

Para entrar no jogo, o competidor deve ser usuário da rede social e assumir o papel do herói “du_K!”, cuja missão é aprovar e veicular ideias chamadas “fora da caixa”. Para testar as habilidades do “mocinho”, vilões irão reprovar idéias, reduzir prazos de entrega de uma campanha e farão de tudo para impedir o alcance de bons resultados. 

O jogador poderá acompanhar em seu perfil as conquistas e a passagem de cada uma das fases e o ranking dos demais desafiantes ao longo do jogo. O game Mídia Quest já está no ar. Basta acessar http://apps.facebook.com/gameduk ou o hotsite http://www.duk.com.br/game/

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Toy Story: sucesso de bilheteria e de Marketing -Continuação

União de marcas famosas garante sucesso

Toy Story: sucesso em bilheterias e ações de licenciamento
Dos 260 lançamentos da Estrela neste ano, 15 levam a marca Toy Story entre novidades e adaptações de jogos tradicionais, como Jogo da Vida e Tapa Certo. “Os clássicos são nossa grande promessa porque juntam duas grifes em um só produto”, afirma Fernandes.

Em um segmento diferente, mas também de olho no sucesso de Woody e de seus amigos, a Adidas lançou em junho uma
coleção inspirada nos personagens do filme. As peças infantis vão desde sapatos a roupas para meninas e meninos. “A coleção foi desenvolvida não só para levar a imagem dos personagens, mas também para carregarem a personalidade deles”, afirma Paulo Ziliotto, Gerente de Comunicação da marca no Brasil. O calçado do Buzz LightYear, por exemplo, tem as três listras tradicionais da marca brilhantes em alusão ao raio laser do astronauta.

Estas parcerias são comuns no dia a dia da Adidas, como as realizadas com a estilista Stella McCartney, a montadora Porsche e a Disney. “Essas iniciativas são muito importantes porque renovam nossa marca, ainda mais quando se trata de assuntos tão atuais quanto Toy Story”, garante Ziliotto sobre a coleção que deve ficar nas lojas até outubro. “A Disney também se beneficia porque comprar produtos com sua marca permite às crianças tangibilizarem os personagens”, aponta.


Interatividade em embalagens e outras ações

Já no segmento de alimentos, a Dr.Oetker lançou embalagens interativas, com desenhos que remetem ao filme e passatempos e brindes colecionáveis, nos 38 produtos da categoria de sobremesas pré-prontas. O kit de gelatinas da marca vem em uma embalagem diferente, que vira uma maletinha para as crianças. A companhia também desenvolveu no site Clubinho Dr. Oetker brincadeiras sobre o filme e uma promoção que deu ingressos para o longa.

Assim como a Dr.Oetker, a Renner realizou uma promoção semelhante. A rede de lojas de roupas deu pares de ingressos para consumidores que gastaram mais de R$ 70,00 em compras na sessão infantil. A Long Jump também distribuiu ingressos para promover sua linha de produtos.

A marca deu um par de convites e uma pelúcia do Woody para o autor da melhor resposta à pergunta “O que você vai fazer com seus brinquedos quando crescer?”. “Costumamos fazer esse tipo de promoção para ativar nossos produtos, mas a do Toy Story teve um retorno muito maior do que o comum”, explica Renata. 


Por Rayane Marcolino, do Mundo do Marketing

Maximídia - Anúncios Vintage

Propaganda super criativa mostrando nossos meios de comunicação um tanto quanto ultrapassados, para nos mostrar como a tecnologia está avançando cada dia mais rápido. (clique nas imagens para ampliá-las)

14 de ago. de 2010

Bauducco investe R$ 20 mi em marketing e tenta ocupar lugar de Kraft Foods

Companhia espera vender 30% mais dentro de dois meses. Planos incluem nova fábrica, voltada para mercados do Norte e Nordeste

 Panetones saindo do forno
Pandurata: maior indústria de panetones e biscoitos da América Latina

Respondendo por 70% das vendas do grupo Pandurata no ano passado, um equivalente a 980 milhões de reais, a Bauducco tem planos robustos de crescimento. O objetivo é incrementar em 30% as vendas de seus produtos nos próximos dois meses.

Valendo-se de um investimento de 20 milhões de reais em marketing, em uma ação que será lançada ainda neste mês em 22 estados do país, a empresa espera fechar o ano com uma receita de cerca de 1,1 bilhão de reais. Esse faturamento bilionário será atingido se a marca alcançar a mesma fatia nas vendas que teve da Pandurata em 2009, quando o Grupo chegou a vender 1,4 bilhões de reais. Para 2010, a expectativa é de 1 bilhão a mais.

Durante os próximos dois meses, a Bauducco distribuirá 600 mil bichinhos de pelúcia em todo o país. Serão seis tipos de brinquedos, chamados de "Bichinhos dos Sonhos" por se transformarem também em travesseiros. A inspiração para a campanha foi a famosa promoção lançada pela Parmalat nos anos 90, em que os mamíferos viraram febre e se transformaram em mascotes da marca. Todos os produtos Bauducco já receberam o selo da promoção, indicando aos consumidores o endereço do hotsite.
Bichinhos dos Sonhos: Mamíferos da Parmalat inspiraram estratégia

A campanha Bichinhos dos Sonhos, que visa o fortalecimento da marca, começou a ser planejada em janeiro deste ano e funciona de forma com que cada bichinho seja trocado por cinco embalagens de qualquer produto da marca, mais R$ 9,99. A troca será aceita em 400 pontos de venda espalhados pelo Brasil.

Com a estratégia - e vale destacar novamente, os 20 milhões de reais investidos nela -, a Bauducco ganha força para subir no ranking das maiores fabricantes de biscoitos do país. Hoje o setor é liderado pelo Grupo M. Dias Branco, dono das marcas Adria e Isabela, seguido por Nestlé e Kraft Foods. Num segmento representado por 700 fabricantes nacionais, a Bauducco ocupa o 4º lugar.

Empresa terá fábrica em Alagoas

Na disputa pelo terceiro lugar no mercado, hoje ocupado por Fraft Foods, a Pandurata investe ainda em logística, buscando fabricar seus produtos perto de onde são vendidos. O Nordeste corresponde hoje a cerca de 30% dos biscoitos consumidos no Brasil, mas o fato de todas as fábricas da Bauducco ficarem instaladas no Sudeste - são três fábricas em Guarulhos (SP) e uma em Extrema (MG) - encarece o frete e diminui a margem de lucro das vendas.

Quinta unidade de produção da Bauducco no país, a nova fábrica deve estar totalmente pronta para operar a partir de julho de 2011. O novo ponto de produção, construído em Alagoas, atenderá às regiões Norte e Nordeste, desafogando assim as fábricas de SP e MG da produção em escala nacional e facilitando o transporte dos produtos.

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Reebok recebe advertência por nudez em outdoor

Entidade de trânsito pediu para que marca retire das ruas os anúncios com a modelo Kelly Brook usando apenas um par de tênis

 Outdoor da Reebok com a modelo Kelly Brook no Reino Unido
Peter Rodger: "outdoors realmente distraem os motoristas"

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o Instituto usou como base o aumento no número de acidentes causados por uma campanha da Wonderbra, empresa de lingeries, veiculada nos anos 90. No anúncio da marca, a modelo Eva Herzigova aparecia usando trajes mínimos com a frase "Hello boys" ao lado.
"Os outdoors realmente distraem os motoristas, e estão colocados particularmente em áreas de risco", afirmou Peter Rodger, da IAM, ao Daily Mail.

Em resposta à advertência da entidade, a Reebok pediu para que os motoristas sejam "suficientemente cautelosos" a ponto de não se distraírem no trânsito, mesmo quando expostos a influências visuais externas.

Os outdoors da marca foram instalados em alguns dos cruzamentos de tráfego mais críticos das cidades inglesas, onde desviar a atenção do volante por segundos pode ser fatal.

A campanha tem duração de duas semanas e pretende mostrar às mulheres com menos de 30 anos que os tênis da linha EasyTones, recém lançados pela marca, são um exemplo de como tonificar os músculos.

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Toy Story: sucesso de bilheteria e de Marketing

Marcas como Adidas, Estrela, Long Jump e Dr.Oetker apostam em produtos com imagens dos personagens da animação

A história sobre o que acontecia com os brinquedos de Andy quando ele não estava por perto começou a ser contada em 1995. Desde lá, o cowboy Woody, o astronauta Buzz LightYear e seus amigos como o Senhor Cabeça de Batata e o Slinky Dog conquistaram crianças de todo o mundo. Hoje, a terceira edição da animação leva aos cinemas quem era pequeno há 15 anos, conquista novos espectadores e faz sucesso também entre o Marketing das empresas.

Lançado no Brasil em junho em versão em 3D, Toy Story 3 já reuniu mais de três milhões espectadores e lucrou mais de R$ 35 milhões, segundo informações do site
Filme B. Com tanto sucesso de bilheteria, os personagens da animação não ficaram limitados à telona e podem chegar às casas de consumidores por meio de marcas como Adidas, Dr Oetker, Long Jump e Estrela, que pegaram carona na produção para ampliar seus portfólios de produto e garantir mais lucro.

A expectativa do sucesso partiu da própria Disney que investiu mais em ações de Marketing para esse lançamento do que o comum. Um evento realizado pela empresa no ano passado reuniu representantes de indústrias dos segmentos escolar, alimentar e entretenimento para a exibição das primeiras cenas do filme. Entre outras iniciativas, a Disney também montou uma brinquedoteca com a temática da animação durante a Casa Cor São Paulo, onde também era exibido o trailer.


Brinquedos são os mais licenciados
Toy Story: sucesso em bilheterias e ações de licenciamento
A Disney também promoveu doação de brinquedos para instituições. Entre as empresas parceiras da ação estava a Long Jump, que tem produtos licenciados como a maior parte de seu portfólio. A marca já tinha um Lap Top com decoração sobre Toy Story e lançou este ano quatro modelos de pelúcias em dois tamanhos cada, Kit e Estojo de Pintura e lanternas que projetam imagens de personagens.

“Os personagens principais de Toy Story já são considerados clássicos, por isso a maior parte dos itens deve permanecer nas lojas mesmo depois que o filme sair do cinema”, garante Renata Pereto, Gerente de Marketing da Long Jump. A marca venderá ainda um Walk Talk e miniaturas colecionáveis que serão lançadas quando o filme chegar em DVD. “A Disney faz uma promoção muito grande dos DVDs na televisão, por isso as crianças compram, assistem várias vezes e ficam com os personagens na cabeça”, explica a profissional.


A
Estrela também aposta no licenciamento de Toy Story como a ação de maior sucesso em 2010, superando os lucros de produtos inspirados em Shrek e Iron Man. Desde meados de julho, a empresa disponibilizou nas lojas 300 mil unidades dos produtos que deverão estar à venda até o Natal. “Os itens dessa linha servem para crianças de três anos a adolescentes e jovens adultos, assim como o público do Toy Story, que se formou nesses 15 anos”, explica Aires Leal Fernandes Diretor de Marketing da Estrela, em entrevista ao Mundo do Marketing.

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13 de ago. de 2010

Coca-Cola lança seu 1º relatório "oficial" de sustentabilidade

Documento segue a metodologia da GRI, que estabelece padrões de comparação entre o desempenho das empresas

A Coca-Cola lançou, no Pólo de Reciclagem Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio) o seu Relatório de Sustentabilidade 2009 e divulgou novas e ambiciosas metas de sustentabilidade para 2020. A capa é assinada pelo artista plástico Vik Muniz, conhecido por transformar lixo em arte: é a obra “Atlas (Carlão)”, da série Retratos do Lixo, que já foi vista no Rio, em São Paulo e em Nova York.

Trata-se de um "divisor de águas" para a empresa. O novo modelo de relatório segue padrões mundiais: a metodologia GRI (Global Report Iniciative). "Chegamos a um modelo claro e abrangente, usando as sete áreas da nossa plataforma Viva Positivamente e o modelo GRI, usado pela Coca-Cola mundialmente", disse Marco Simões, diretor de comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola.

Além de relatar as iniciativas de 2009, o relatório contém as metas e desafios na Visão 2020, entre elas o plano da empresa de dobrar de tamanho, ter 100% de suas embalagens recicladas e conquistar a neutralidade no uso da água. "Queremos transformar nosso relatório em uma ferramenta para a melhoria contínua da nossa gestão", declarou o presidente da Coca-Cola Brasil, o mexicano Xiemar Zarazúa, que também esteve no lançamento, ao lado de Simões, do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Silvano Costa; do líder do Movimento Nacional dos Catadores, Sebastião Santos; e de Vik Muniz.

Hoje, 91,5% das latas de alumínio e 54,8% das garrafas PET da Coca-Cola são recicladas. A intenção é, de fato, chegar a 2020 com 100% de embalagens recicladas, bem como atingir a chamada neutralidade da água, reduzindo o seu uso para produzir seus produtos. Atualmente são 1,98 litros de água para cada litro de bebida produzido – o que parece muito, mas é menos da metade do volume utillizado há 12 anos.

Daqui

Dudalina: do pequeno comércio à grande indústria

Camisaria tem as relações com funcionários, fornecedores e clientes como segredo de seu sucesso 

 No interior de Santa Catarina, um casal com 16 filhos vivia do lucro de uma pequena loja de “secos e molhados”. A história seria uma típica cena da vida no campo se não fosse um erro que se transformou em oportunidade e, mais tarde, fez com que todos aqueles irmãos assumissem uma das maiores camisarias da América Latina, a Dudalina.

Hoje, com 53 anos, a empresa produz dois milhões de peças de roupa por ano e está presente em 1.800 pontos-de-venda do Brasil com suas três marcas. Seus produtos chegam a 50 países, fazendo da Dudalina a responsável - até o ano passado - por 70% das exportações de camisas do Brasil, faturando cerca de 10 milhões de dólares nessa atividade. A fabricante também é responsável por parte da produção de grifes como Daslu, Brooksfiled e Zara.

Para alcançar esse resultado e expandir seus negócios, a marca investe em marketing e em pessoas. “O segredo do nosso sucesso são as pessoas e o carinho que temos por elas”, garante Rui Leopoldo Hess de Souza, que junto com sua irmã Sônia Regina comanda a empresa. Além disso, externamente, o executivo garante que para o sucesso das vendas é necessário investir em planejamento de Marketing para fazer com que as três marcas da Dudalina sejam desejadas.


Consolidação das marcas

A produção de blusas na lojinha da família começou quando uma compra errada de tecido fez encalhar por mais de um ano o material que se transformaria no pontapé inicial da camisaria. Desde então a Dudalina percorreu um grande caminho até consolidar as suas três marcas: a Base, a Individual e a Dudalina.

Dudalina: do pequeno comércio à grande industria
Focada nas classes A e B, a marca com que leva o nome da empresa tem como alvo homens de negócios acima dos 40 anos. A Individual é a que mais vende e tem um produto mais casual e foca em um consumidor um pouco mais novo, enquanto a Base busca atingir os jovens. “Criar um personagem que transmita a ideologia de cada uma dessas etiquetas é essencial para que o público se identifique com elas”, garante o Diretor de Varejo e Exportação da Dudalina em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para isso, a cada coleção a empresa aumenta os investimentos em Marketing. Entre as ações para o grande público está a parceria com a Rede Globo no fornecimento de roupas que vestem, muitas vezes, um mesmo personagem durante toda a novela. Mas, o mais importante para a empresa é fortalecer seus valores junto ao consumidor e os parceiros comerciais, trabalhando ideias que atraem aqueles que se identificam com a natureza da Dudalina.


Relacionamento e Valores

Entre os principais valores citados pelo profissional estão o investimento em relações pessoais e projetos ligados à sustentabilidade.  Internamente, ações fortalecem diálogo com funcionários, clientes e fornecedores. “O consumidor atual procura empresas com as quais seus valores se identifiquem, por isso investimos em ações que valorizam nossos ideais”, afirma Hess.

Para os empregados da fábrica, são priorizadas atividade como incentivo à formação acadêmica, aproximação entre presidência e empregados, proximidade da família do funcionário com a empresa, Programa de Participação nos Resultados e atividades de entretenimento. Já com os fornecedores e clientes, a Dudalina realiza fóruns em que transmite e treina toda a cadeia para que todos estejam alinhados com os valores que são pregados dentro da empresa. “Temos carinho com quem se relaciona com a gente, pois com relações verdadeiras a gente consegue trabalhar muito melhor”, afirma Rui Leopoldo.


A empresa também realiza o Programa Fã Clube da Camisa, destinado aos vendedores de lojas que comercializam as marcas da Dudalina. Os produtos da empresa vêm com selos que podem ser juntados e trocados por outras camisas. No passado essa ação distribuiu 10 mil peças. Além disso, viagens e brindes são dados também como prêmios aos comerciantes.


NegóciosDudalina: do pequeno comércio à grande industria

Embora atualmente Rui e Sônia sejam os únicos da família que comandam a Dudalina, todos os 16 irmãos já trabalharam na empresa. Hoje a família se reúne para discutir negócios apenas nos conselhos que definem as estratégias de crescimento e de atuação da companhia que mexem com os investimentos dos negócios que pertencem a todos. Todas essas relações são reguladas por um estatuto que coordena sucessão e participação de filhos e netos.

Entre os planos decididos para a empresa este ano estão a diminuição da exportação e a expansão da rede de lojas Dudalina Concept, que comercializam as três marcas da companhia.  Essas ações devem resultar em um crescimento de 15% no fim de 2010.


A exportação começou na década de 1970 e até o ano passado trazia 10 milhões de dólares para a marca, mas agora deixou de ser o foco da Dudalina e deve contribuir em apenas três milhões no faturamento deste ano. “O Brasil não tem muito acordos comerciais favoráveis, isso dificulta o nosso trabalho”, explica Hess. Por isso a empresa deixou de exportar para os Estados Unidos e Europa e, por enquanto, concentra suas atividades no Paraguai, Venezuela e Argentina.


Mesmo com o desfalque de alguns milhões de dólares, as previsões da Dudalina são otimistas. A empresa pretende crescer dois dígitos contra 5% do ano passado. Esse resultado se deve, em grande parte, ao investimento em lojas da marca, com seis inaugurações ainda em 2010. ”Fazemos investimentos, mas sabemos que nossos resultados se devem mesmo às relações que construímos com as pessoas”, completa o profissional.


Por Rayane Marcolino, do Mundo do Marketing